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Mario Quintana

Tópico: POEMAS DE "MÁRIO QUINTANA"

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A CANÇÃO DA VIDA


A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

MÁRIO QUINTANA


+

ESPANTOS


Neste mundo de tantos espantos,
Cheios das mágicas de Deus,
O que existe de mais sobrenatural
São os ateus.

MÁRIO QUINTANA
11:21 - 03/07/2008

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Respostas ao tópico: POEMAS DE "MÁRIO QUINTANA"

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A VIDA

Vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dada, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
inútil das horas...


Dessa forma eu digo, não deixe

de fazer algo que gosta devido

a falta de tempo, a única falta

que terá, será desse tempo que

infelizmente não voltará mais.

Mário Quintana





09:29 - 06/07/2008 Apagar
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A VIDA É UM JOGO


"A Vida não é um jogo onde só quem
testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta
tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser Feliz.
Mas não se esqueça que a Felicidade é
um sentimento simples, você pode
encontrá-la e deixá-la ir embora por
não perceber sua Simplicidade."
"Portanto seja FELIZ sempre!!"

Mário Quintana
09:03 - 07/07/2008 Apagar
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ESTRANHA HOSPEDARIA


Esta vida é uma estranha hospedaria,

De onde se parte quase sempre às tontas,

Pois nunca as nossas malas estão prontas,

E a nossa conta nunca está em dia.



Mário Quintana

-o-

"Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?"

Mário Quintana
11:08 - 09/07/2008 Apagar
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"REZAS
Rezas da infância, tão puras...
Um dia a gente as esquece!
Mas o bom Deus, das alturas,
Ainda escuta a nossa prece..."
MÁRIO QUINTANA, do livro 'A COR DO INVISÍVEL'.
12:01 - 13/07/2008 Apagar
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Quero, um dia,
poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
que o amor existe,
que vale a pena se doar às amizades
e às pessoas, que a vida é bela sim,
e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena!!!

Mário Quintana
13:45 - 14/07/2008 Apagar
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ATOS

"Somos donos de nossos atos, mas não somos donos de nossos sentimentos;

somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos;

podemos prometer atos, não podemos prometer sentimentos.


Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo."

Mario Quintana
11:02 - 16/07/2008 Apagar
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IDADE DE SER FELIZ


Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de que cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los,
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada, em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo novo, de novo e de novo,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade,
tão fugaz na vida da gente,
chama-se "presente"
e tem a duração do instante que passa.

Mário Quintana
14:57 - 24/07/2008 Apagar
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INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO

Na mesma pedra se encontram,

Conforme o povo traduz,

Quando se nasce, – uma estrela,

Quando se morre, - uma cruz.

Mas quantos que aqui repousam

Hão de emendar-nos assim:

“Ponham-me a cruz no princípio...

E a luz da estrela no fim!”


Mário Quintana
Do livro “A Cor do Invisível”
11:07 - 28/07/2008 Apagar
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CANÇÃO DO DIA DE SEMPRE

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...
E a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana
14:25 - 01/08/2008 Apagar
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POEMA DA GARE DE ASTAPOVO

"O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo,
Contra uma parede nua...
Sentou-se... e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo tão sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali à sua
espera,
Quando apenas sentara para descansar um
pouco!
A Morte chegou na sua antiga locomotiva
(ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o
grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz: ele
fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de
idade...
Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"

Mário
14:19 - 08/08/2008 Apagar
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O MILAGRE


Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia

e do lábio do amigo brotam palavras de eterno encontro.


****

DIAS MÁGICOS


Em que os burgueses espiam,
através das vidraças dos escritórios,
a graça gratuita das nuvens.


***

Mário Quintana
15:16 - 12/08/2008 Apagar
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ESCONDERIJOS DO TEMPO


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana
11:13 - 14/08/2008 Apagar

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